sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando ela dança!





Este lindo poema muito fala sobre mim e creio que muitas bailarinas se vêem nele também.


Quando ela dança
Se livra da máscara mundana
Deixa prá trás seus sapatos, seus compromissos e suas preocupações
Desliza para dentro do veludo da exaltação
E deixa sua pele envolvê-la gentilmente,
Como uma luva sob sua alma.
Quando ela dança,
Fecha o exterior,
Abre o interior,
Remove tudo aquilo que é estático
E a dança simplesmente vem.
Quando ela dança,
Ela viaja,
Volta para os penhascos de Malta ou Creta,
Para os anéis das pedras druidas,
Ou para a caravana que encontra uma caldeira,
Onde o círculo das irmãs que dançam
E o braço dos largos quadris da Terra
Embalam-na carinhosamente de volta pra casa.
Quando ela dança,
Alimenta-se dos valores guardados por séculos
Nas tumbas lacradas de sacerdotisas e rainhas.
Pois a ira e a majestade sensual e vibrante dessas mulheres deve vir à tona dentro dela.
Ela não sabe.
Só sabe que sente assim quando dança.
Quando ela dança, às vezes o passado se une ao futuro,
E tudo que importa é o momento presente
Cada passo torna-se uma rede, na qual captura sua vida,
E a ilumina para que os outros a possam ver,
Depois a deixa ir, como um sonho.
É verdade que geralmente quando ela dança,
Ela mostra cada parte de sua história
Mas outras vezes quando ela dança,
Sua história desaparece.
Ela é qualquer pessoa que queira ser quando dança.
Quando ela dança,
E os dias passam sem celebração,
Forma-se uma crosta,
Cresce uma aresta
E ela fica impaciente com os outros e consigo mesma.
Mas quando ela dança novamente, volta para o templo.
A pressão volta ao normal e ela sorrí.
Se olhar bem de perto é difícil dizer
Se ela é jovem, velha ou de meia idade.
Ela não tem uma idade específica,
Mas é eterna e donzela,
No corpo de uma mãe,
Com a alma de uma mulher sábia.
E ela permitirá que você a veja por dentroQuando
ela dança.

Karen Andes.

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